18 de fevereiro de 2009

O Agricultor Celeste e as Regras Cósmicas do Bom Semear e Bem Colher
«O acto de preparar a terra para as sementeiras e o plantio não é muito diferente do acto de consagrar a terra à residência do ser-humano e dos Deuses. Antes de acamparem, os legionários romanos lavravam à volta da terra com um arado o espaço que habitariam durante os dias de campanha e, depois, erguiam um altar aos Deuses e aos génios do lugar para abençoar o acto de viver em solidariedade com o cosmos. Heráclito dizia: “a morada dos homens é a morada das divindades”. Morar não é situar-se apenas em função do espaço inerte, mas um acto sagrado que repete o primeiro acto da criação e estabelece um lugar de continuidade entre os mundos no espaço indefinido da descontinuidade ontológica do nosso existir. O acto de lavrar a terra abre o solo às influências celestes do momento, da mesma maneira que o acto de abrir o círculo mágico na floresta abre a substância da nossa mente e do nosso espírito às forças divinas.»

Gilberto de Lascariz, in Mandrágora - O Almanaque Pagão 2009

18 de janeiro de 2009

Apresentação pública do Mandrágora - O Almanaque Pagão, na Galeria Matos Ferreira, dia 16 de Janeiro de 2009


O coordenador, Gilberto de Lascariz, proferiu uma pequena palestra intitulada:
O Calendário Natural Pagão como Modelo de Aperfeiçoamento da Alma
Mandrágora - O Almanaque Pagão 2009
Usos e Costumes Mágicos da Lusitânia

Calendário de Festividades e Mistérios Pagãos para 2009
As Festividades Pagãs, Néctares e Manjares, A Horta e o Jardim da Bruxa
Os Deuses Lusitanos, Ervas Mágicas, Roteiro de Peregrinação Pagã, Os Mistérios das Constelações
...entre outros

Um Calendário para a Vivência da Alma durante o Ano

Desde os calendários megalíticos aos almanaques sumérios, gregos e egípcios, que o Tempo era o mediador das fainas terrestres da vida agrária e pastoril e das fainas mágico-religiosas da vida da alma. A função deste almanaque é de restaurar através do rito e de uma nova consciência essa época arcaica em que homens, plantas, animais e deuses conviviam em harmonia.

Este é um calendário para viver o ano de uma forma artística, poética e mágica

Trata-se de viver o ano não só com o corpo mas também com a alma. Por isso, era necessária uma nova linguagem e uma nova filosofia de almanaque. Aqui descobrirá não apenas como celebrar as festividades sazonais do ano pagão, mas também roteiros mágicos para a sua vivência mística, um calendário detalhado dos dias festivos pagãos ao longo dos 12 meses, bem como muitos outros assuntos e saberes tradicionais.

Coordenador: Gilberto de Lascariz

Direcção Editorial: Alexandre Gabriel, Melusine de Mattos, Sofia Vaz Ribeiro

Colaboradores: André Henriques, Carlos Cunha, Fátima Branquinho, João Pais, Valquíria Valhalladur